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15
maio

A verdade sobre o Sal Rosa do Himalaia: só é mais bonito e mais caro.

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De acordo com a revista americana Time, não existem evidências científicas dos benefícios ou malefícios para a saúde. Na mesma direção, A Folha de S. Paulo diz que o sal-modinha é o conto do vigário da vez.

 

Ao lado do vinagre balsâmico está um novo frasco, lindo e cor-de-rosa. Presente na maioria dos restaurantes, o Sal Rosa do Himalaia é agora o novo queridinho de todas as blogueiras fit e chefs da gastronomia funcional. Ficou famoso depois de ter sido apresentado como o sal mais puro do mundo e aclamado por trazer benefícios a saúde. Porém, o que se sabe até agora é que não existem pesquisas que mostrem os efeitos deste composto no nosso organismo.

O Sal Rosa do Himalaia – É um sal retirado de minas no Paquistão, que estão próximas à cordilheira do Himalaia. Sua composição é a mesma do que o sal que utilizamos comumente na cozinha – NaCl (98%) e outros 80 elementos (2%). A coloração rosa é derivada desses elementos que são minerais presentes nas rochas como fósforo, magnésio, ferro, zinco, cobre, potássio e cálcio. Pode ir do vermelho ao rosa claro: quanto mais claro, maior é o seu grau de pureza.

Qual a diferença entre o sal rosa e o sal refinado? – O sal refinado é o sal que utilizamos na cozinha. Ele passa por um processo de “purificação” para retirar impurezas (que são os minerais). Para isso, são utilizadas algumas substâncias químicas como: ferrocianeto de alumínio, citrato de amônia, silicato de alumínio, ácido sulfúrico e dextrose. Neste método, parte dos nutrientes são retirados do sal.

Já o sal integral, como o rosa, não passa por esse processo. Deste modo, possui em sua composição todos aqueles 80 minerais citados anteriormente, sendo alguns essenciais ao organismo. Entretanto, também permanecem na sua composição elementos inadequados para o consumo como gesso, carbonatos e sulfatos principalmente de ferro e silicatos (areia).

 Então, por que dizem que o sal rosa é melhor? – De acordo com o jornalista Marcos Nogueira, da Folha, é tudo uma estratégia de venda que “aposta na credulidade do consumidor” e, por isso, ele o classifica como o conto do vigário da vez. Acontece que pegaram os benefícios do consumo dos minerais como ferro, fósforo, magnésio e os associaram ao sal rosa como se representassem a maior parte do sal, o que não é verdade. As questões que perturbam: a concentração desses minerais no sal rosa é tão significante para tanta campanha publicitária? A concentração desses minerais no sal rosa justifica os benefícios? E, todos os minerais fazem bem à saúde?

É importante destacar que o consumo excessivo de sal continua sendo um problemão para a saúde, eleva a pressão arterial e ainda é associado ao desenvolvimento de diabetes.

A verdade sobre o sal rosa – A VEJA citou a revista americana Time que declarou não existirem evidências científicas dos reais benefícios do sal. A verdade é que o Sal Rosa do Himalaia é “nutricionalmente muito parecido com o sal marinho. A diferença é que ele é mais bonito e mais caro”.

O Globo Esporte citou a pesquisa feita pela Conceição Trucom, da UFRJ, que avaliou amostras de sal rosa e encontrou: gesso, carbonatos e sulfatos principalmente de ferro e silicatos (areia) que são abrasivos e não assimilados pelo organismo humano. Outro indicador de perigo é que o sal rosa não se dissolve em água. Segundo a pesquisadora, um sal para o consumo humano deve ser solúvel em água.

Não existem pesquisas que demonstram os benefícios ou malefícios específicos do Sal Rosa do Himalaia. O que temos a disposição são pesquisas relacionadas aos minerais contidos no sal e a composição dele. Portanto, não se pode afirmar que ele é bom ou ruim. A única coisa que deve ser respeitada é a quantidade de consumo, que permanece 5g por dia (dados da Organização Mundial da Saúde) de qualquer tipo de sal, e o acompanhamento de um profissional da saúde que possa orientar quanto a ingestão deste componente.

 

Por Jeferson Hirt.

 

 

 

 

 

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